3 de jul. de 2013

Bolívia - 13º dia

13º dia


Fomos dormir as 10:00 e as 3:00 o Benjamin já estava acordado mexendo no tablet, eu estava acordado mais fiquei  deitado e o Ricardo desmaiado.
As 4:00 todos levantamos e arrumamos o que faltava as 4:20 descemos e o táxi já estava na frente do hotel. Uma coisa temos que falar da Bolívia a pontualidade deles é impressionante. Tudo o que marcamos eles sempre chegaram no horário, o transito deles é caótico mas eles sempre são pontuais.
Levamos uns 25 minutos até o aeroporto e quando chegamos já tinha uma fila grande. É incrível a quantidade de malas que eles levam em viagem, fizemos o check in e tivemos uma enorme surpresa, uma taxa de 175,00 blv por pessoa que teria que ser paga. Ai bateu o desespero, não tínhamos reservado esse dinheiro. Fui tentar sacar dinheiro mais meu cartão não havia sido desbloqueado para saque internacional, ai começamos a juntar tudo o que tínhamos para ver se dava. O Benjamin salvador tinha guardado U$ 40,00 e 100 blv eu e o Ricardo juntamos o que tínhamos de real e fomos ate uma casa de cambio, trocamos tudo em bolivianos e deu 540 blv na tampa, sobrou 10 blv que juntando com algumas moedas deu para comprar 5 pães de queijo pra comer de café.
Ficamos esperando e embarcamos no horário, após 55 minutos descemos em Santa Cruz de La Siera, ai começou um martírio, desembarcamos e entramos na fila da alfandega, depois de uns 50 minutos conseguimos passar, ai tem uma revista da mala de mão e mais uma revista rápida pessoal. Após isso você precisa fazer check in novamente e embarcar.
O embarque é caótico cerca de 40 minutos para todos embarcarem, parecia um busão de asas. Troca troca de lugar, monte de malas de mão, gente reclamando, um verdadeiro aue!
Enfim cerca de 2 horas depois estávamos novamente decolando. O voo foi bem tranquilo e as 13:30 horário de Brasília estávamos desembarcando. Ufa já estamos quase em casa! Agora só faltava pegar o voo as 16:00 e as 17:00 estaríamos em Curitiba, que grande engano, quando fomos fazer o check in na gol fomos informados que nosso voo foi cancelado e que teríamos 2 opções, primeira ir ate Foz do Iguaçu e depois fazer uma conexão para Curitiba com horário previsto de chegada as 21:00. Ou a segunda seria esperar até as 22:00 e chegar as 23:00 em Curitiba, optamos pela primeira, putos pela falta de organização da Gol e dos aeroportos em geral, como querem fazer uma copa nesse pais da maneira como es coisas andam. Total falta de respeito com os usuários.
Embarcamos no voo da gol sentido Foz do Iguaçu, um monte de problema com lugares duplicados e pessoas  com malas enviadas erradas, com 30minutos de atraso decolamos. O avião da gol era como um ônibus de linha, extremamente apertado e o serviço de bordo todo tinha que pagar até a agua.
Desembarcamos em Foz umas 18:00, novo check in e mais uma hora de espera. Chegando nosso voo a gente já pensava só falta um, ninguém aguentava mais.
Para nossa sorte esse avião era um Boing 737 novinho, ótimo espaço interno, assentos novo e confortáveis, agora sim estávamos perto de casa. Após todos os problemas esse voo foi pontual, saímos no horário e como o tempo estava bom o voo que era para chegar as 20:45 acabamos aterrissando as 20:15, até que enfim em casa novamente.
Desembarcamos e estávamos esperando anunciarem em qual esteira viria as malas, de repente  vejo lá na ultima esteira minha mochila, dou uma corridinha e pego minha mochila e aviso o Ricardo e o Benjamin que estava saindo pois estava louco para ver minha família, saio da área de desembarque e vejo todo mundo me esperando, minha esposa, meus filhos, meus pais, minha irmã, minha cunhada e meu sobrinho com cartazes nas mãos, quase chorei !
Que ótimo poder abraçar as pessoas que tanto amamos, ainda mais com a saudade imensa que estava sentindo.
A viagem foi fantástica mais poder estar de volta é muito bom. Sou grato a Deus pela oportunidade de ter vivenciado tudo isso nessa viagem fantástica, mas também sou muito grato pela família que ficou aqui e me deu forças e apoia nessa viagem.

1 de jul. de 2013

Bolívia - 12º dia

12º dia
Esse dia também conhecido como dia do não aguentamos mais!
Dormimos bem e acordamos as 7:30, não descemos tomar café pois não aguentamos mais.
Ficamos no quarto ate umas 9:30 e saímos tentar trocar dinheiro,eu real, o Ricardo um dólar que veio com um pequeno rasgo e até agora nenhuma casa de cambio queria trocar e o Benjamin dólar.
Descemos e fomos a uma casa de cambio do lado do hotel e por um milagre o cara trocou o dólar do Ricardo, deve ter ficado com dó. Todos cambiamos nosso dinheiro e fomos as compras.
O transito da Bolívia, os Bolivianos, as musicas a comida o cheiro tudo a gente falava: não aguentamos mais,queremos nossa casa.
Pensem 3 homens tendo que comprar lembrancinhas para todos, stress total.
Hora do almoço e a gente pensava não aguentamos mais a comida da Bolívia, vamos comer Burguer King que pelo menos lembra comida brasileira e também tem carne, nada do que eles comem tem carne e que saudade de feijão e ovo frito.
Almoçamos e voltamos para o hotel e deitamos um pouco, por volta das 15:00 saímos para terminar as compras.
A cada hora que passava a gente pensava não aguentamos mais, falta pouco pra ir para casa.
A noite chegou e tudo está pronto. Banho tomado barba feita e todos limpinhos e cheirosos para vermos nossos amores! Agora só nos resta esperar e descansar pois amanhã estamos de volta uhu!

Bolívia - 11º dia

11º dia
Fomos dormir umas 10:00 e as 03:30 perdi o sono, o Ricardo e o Benjamin dormiam que nem pedra, peguei o notebook e fui assistir um filme deitado, se beber não case 2, pelo menos deu para passar o tempo.
Colocamos os despertadores para as 07:00 pois teríamos que estar em frente a agencia onde fechamos o passeio de Bike as 07:50. Eu acabei ficando acordado, as 07:00 quando o despertador tocou levantamos e começamos a arrumar as coisas pra levar no passeio, separamos bermuda, camiseta, chinelo, tênis e medicamentos.
Tudo pronto e ninguém quis descer tomar café da manha pois não aguentamos mais o café do hotel.
Partimos em direção da agencia na expectativa desse tão famoso passeio de Bike pela estrada da morte.
As 08:00 para uma Van com somente 5 bicicletas em cima, ficamos muito animados pois iríamos em um grupo pequeno, só não imaginamos que seriam o guia e nós três, praticamente passeio particular.
Saímos em direção a "La Cumbre" a 4700mt onde começa a descida. Após uma hora estávamos parando a Van descendo as bikes e começando a nos equipar. O visual estava alucinante, dia com céu limpo ao fundo montanhas com neve.




Os equipamentos que vieram inclusos eram, Jaqueta, calça, luva, joelheira, cotoveleira, capacete com biqueira, colete de identificação e claro a bike.
A bike era toda preparada para a estrada de chão, pneu balão suspensão hidráulica de bom curso e freios a disco mecânicos. Nos preparamos e recebemos as instruções do guia sobre como seria a descida e os sinais usados na comunicação.

O primeiro trecho da descida seria pela estrada de asfalto onde passam carros e deveríamos ficar atentos. O guia iria sempre na frente e um veiculo de apoio atrás. O guia iria tirar as fotos e fazer uns vídeos também. A descida começa a 4700 em "La Cumbre" e ao longo de 63 km chegariamos a Yolosa 1200mts num desnível de 3500 mts em 63 km uma loucura.





Apesar dos pneus balão as bikes embalam pra caramba no asfalto, o visual era maravilhoso, de tirar o fôlego, estava frio no começo da descida mas bora para baixo. A medida que a gente descia a temperatura ia aumentando.
Após uns 10 km paramos em um posto da policia e esperamos a Van e aproveitamos para tirar umas fotos também
.
Continuamos o trecho de asfalto bem rápido parando em alguns lugares para fotos. O visual era lindo um vale profundo com montanhas dos dois lados, muito belo mesmo.







Após uns 20 km paramos e colocamos as Bikes na Van pois viria um trecho de subidas, então carregamos as bikes e partimos para tão esperada estrada da morte onde a aventura realmente começa.
Depois de uns 10 minutos saímos do asfalto e entramos em uma estrada de chão onde começa a estrada da morte. O visual e assustador, um vale profundo e uma estradinha cortando os paredões numa inclinação incrível.





Começamos a descida em uma estrada não muito larga e de um lado uma parede de rocha e do outro lado.... melhor nem pensar em cair.









A descida é fantástica e o visual também, só não da pra descuidar em nenhum momento pois qualquer descuido pode significar chão. Fizemos uma parada pra foto quando o guia  pergunta se alguém caiu, eu e o Ricardo dissemos que não mas quando olhamos pro Benjamin e ele levanta a mão, o cara da Van que vinha atrás viu ele dando uma  quedinha de leve e entregou pra galera ai começou a risada. Como esse trecho e de terra e tem muita pedra solta, tem que sempre ficar esperto.
Continuamos descendo e cada vez mais quente, quando estávamos quase chegando no"pedagio" que fica da metade pro final o Ricardo foi falar com o Benjamim e esse quando olhou pro lado se desequilibrou cruzou a estrada e foi parar no mato da beira da estrada continuou na bike e voltou pra estrada sem cair, a gente se partiu de dar risada.
Chegando nesse "pedagio" onde se paga uma taxa de 25 blv por pessoa paramos e fomos fazer um lanche, um maravilhoso pão com ovo e tomate, uma coca gelada, banana e chocolate.

A partir desse trecho a estrada se torna mais larga mais lisa e menos ingreme, mas em comparação a gente deixa a bike andar mais e a velocidade e bem alta. Nesse ponto já havíamos tirado todas as roupas de frio e estávamos só de camiseta. O tempo quente a floresta tropical e a abundância de oxigênio nos trouxe lembranças de nossa casa e uma saudade imensa. 





Cruzamos dois rios de bike e sempre torcendo pra alguém cair mais isso não aconteceu.


Enfim chegamos o final da descida, esse é o passeio indispensável pra qualquer aventureiro. Tiramos as proteções e carregamos as bikes na Van e fomos para o lugar onde teríamos, piscina, banho e buffet.



Como já imaginávamos o lugar não era exatamente "uma brastemp". A piscina suja e agua totalmente turva, o banho agua gelada tipo rio de serra, congelante e o buffet dava pro gasto. Salada de tomate, pepino, cebola e repolho, um arroz, frango assado e uma carne de panela.
Tomamos banho e esperamos a almoço, la pelas 13:00 almoçamos e as 14:00 começamos a subida pelo mesmo lugar que descemos, ai sim deu pra ter ideia da pirambeira que nos descemos.
Demoramos cerca de umas 3 horas para retornarmos ao hotel. Recebemos um cd de fotos e uma camiseta por ter completado a estrada da morte.
Chegamos no hotel e saímos comprar algumas besteiras para comer durante o jogo do Brasil.
Subimos para uma sala de tv e começamos a assistir o jogo, depois de uns minutos chega um casal de brasileiros e ficam assistindo o jogo conosco, o cara da recepção do hotel estava torcendo para a Espanha e quando o Davi Luiz tirou a bola em cima da linha ele estava gritando gol! Ai o Brasil fez o segundo e o terceiro, na mesma hora ele mudou de canal o pois musica a gente reunido dava risada da situação. O Brasil massacra a Espanha e a gente comemorava em um hotel em La Paz, brasileiro é brasileiro, sempre apaixonado pelo futebol. 
Obs. Assistimos o o jogo narrado em espanhol e foi melhor que a narração do Galvão Bueno, hahaha